Guia para turistas sem dinheiro em Florianópolis

Floripa é uma maravilha: tem Jurerê, a Beverly Hills brasileira, a cidade inteligente, a Ilha do Silício! Só que não. Se você não tem dinheiro para pegar um helicóptero pagando R$ 2mil num táxi aéreo pode ter certeza que na smartcity você vai ficar preso num trânsito burro (experimente contar quanto tempo demora para sair do TICEN rumo à Mauro Ramos).

Como o amor por essa cidade é maior que engarrafamento para Canasvieiras no dia 30 de dezembro, e percebendo que os conhecidos que visitam a cidade ficam totalmente perdidos com as informações (des)encontradas pela internet, resolvi fazer um Guia que ajuda a entender e passear por Floripa de um jeito mais prático e – o que importa – barato.

Começa aqui a primeira edição do Guia para turistas sem dinheiro em Florianópolis!

flinstones bus

Em primeiro lugar saiba que existe um “horário de verão” para os ônibus, que é quando há um reordenamento e as linhas para praias são reforçadas (enquanto linhas menos turísticas sofrem redução de horários, como o UFSC por exemplo). Mesmo com essa organização os horários de algumas linhas não são tão práticos, especialmente nos finais de semana, as linhas também nem sempre circulam de forma homogênea pela Ilha, e não há ligações diretas entre determinados pontos, então fique de olho neste detalhe ao escolher onde hospedar-se. 

Importante: as linhas convencionais custam R$3,90 em dinheiro ou R$3,71 e as linhas executivas custam a partir de R$6,50. Te indico fazer um Cartão Turista no TICEN , ele custa R$3, é recarregável em qualquer terminal e você só precisa de um documento de identidade para fazer o seu (acho que eles devolvem os R$3 se você devolver o cartão).

1. Tá indo pro terminal?

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Crédito: MobFloripa/Divulgação

Ir para os terminais de integração são a melhor forma de driblar as tarifas altas. Usados especialmente como encontro de linhas alimentadoras de bairros que se ligam aos terminais mais distantes,  neles podemos integrar uma viagem a outra e, se você for bem a toa, pode até fazer um “Floripa By Bus” de pobre e andar de norte a sul pagando só uma passagem (não vale para o domingo,  quando não se faz integração no TICEN).

São seis terminais em atividade e o principal é o Terminal de Integração do Centro (TICEN) de onde partem os ônibus para o Aeroporto, para todas as regiões de Florianópolis e cidades próximas.

A dica é: se em São Paulo te dizem para hospedar próximo a uma estação de metrô, descubra se onde ficará hospedado passa linha de ônibus para algum terminal na redondeza. 

 

2. Terminal Cidade de Florianópolis

terminal cidade florianopolis

Crédito: Prefeitura de Florianópolis

A exceção ao sistema integrado é o Terminal Cidade, também conhecido por Terminal Antigo, onde operam as linhas executivas (que nada mais é que ônibus com ar condicionado e poltrona reclinável) e linhas para cidades da região metropolitana. Fica próximo ao TICEN, mas em uma área menos movimentada então nós mulheres evitamos o local à noite.

3. Vai pra Lagoa?

Essa é a pergunta que mostra que o verão chegou: a Lagoa da Conceição é um dos destinos mais procurados e vira um outro bairro entre dezembro e março. E é bem provável que você também queira ir pra lá porque outras praias famosas estão próximas.

O Terminal da Lagoa (o TILAG) é tão estratégico quanto o TICEN, de lá saem ônibus para o TICAN (Terminal de Canasvieiras) e para o TIRIO (Terminal do Rio Tavares), ou seja, liga o norte ao sul da ilha sem a necessidade de dar a volta pelo Centro da cidade!

 

 

4. Como faz pra ir ao Aeroporto?

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Crédito: O maravilhoso ensaio de Manuela Tobaldini

 

Agora que você já sabe como está esquematizado o sistema de transporte coletivo de Floripa, quer chegar ao seu destino. Saindo do Aeroporto ou da Rodoviária o seu destino será o Centro. Da Rodoviária é apenas ir andando tanto para o TICEN quanto para o Terminal Cidade. Do Aeroporto você pode pegar as linhas “Corredor Sudoeste” (183 ou 186 – as duas chegam, só que a linha 186 Semidireto é mais rápido), ou andar uns 100 metros pra fora do Aeroporto e ter mais opções como as linhas Tapera e o Executivo Caiera da Barra do Sul.

 

4. Esse é o “Direto”? (Muita gente já se deu mal num desse)

Certo, então você chegou ao terminal e agora tem que atravessar meia ilha para chegar ao seu destino final. Os engarrafamentos de Florianópolis e suas distâncias continentais culminaram nas linhas diretas, que ligam os terminais por meio de ônibus que não param pelo trajeto.

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Esse é o famoso TICAN Direto se quiser ir às praias do Norte da Ilha, pegue ele. Crédito: Renato Aguiar.

Uma opção semelhante, e menos radical, são outras linhas troncais. Elas tem o mesmo objetivo: ligar um terminal a outro, mas fazem paradas em (alguns) pontos do caminho.

Mas ficam os alertas: nem todos os terminais ligam entre si (por exemplo, não existe uma linha que liga o TILAG ao TISAN) e se você quiser parar no meio do caminho…  só se jogando, ô ixtepô! As linhas diretas tem horários especiais então não dá para contar com elas sempre – por exemplo nos finais de semana.

 

 

5. Como faz pra ir para a Praia [adicione qual deseja ir]?

Se você é turista, te indico hospedar próximo a uma praia (faça isso, especialmente no verão,  ou vai preparando seu psicológico pros engarrafamentos). Mas a Ilha é linda,  você tá afim de conhecer mais lugares e não quer gastar muito, então pode perguntar à vontade “Como faz pra ir à praia Brava/ Joaquina/ Campeche/ Daniela/ Jurerê/ Ribeirão da Ilha/ Solidão/ etc”. Aqui os cobradores e motoristas são bem prestativos e te indicam até em qual ponto descer.

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Crédito: Também do ensaio da  Manuela Tobaldini

Mas atenção, existem exceções:

A Praia Mole é uma famosa exceção, pois ela está no caminho para outras praias, como a Barra da Lagoa (360) ou da linha TILAG-TICAN (840), mas você saberá onde descer porque metade do ônibus desce no ponto da Mole.

Para quem quer ir às Praias do Sul da Ilha, tanto do lado leste quanto oeste, não vão ter tanta facilidade de ligar “o nome à pessoa”.

As linhas de maior circulação na região são Costão de Dentro e de Cima (ou Executivo Pântano do Sul), no lado leste, que vão desde a Praia do Morro das Pedras até o Pântano do Sul (se você quiser ir no famoso bar do Arantes é só pedir para descer no ponto do Pântano do Sul). E as linhas Caieira (ou Executivo Caieira da Barra do Sul), do lado Oeste, que vai desde a Tapera, passando pela Rota Gastronômica do Ribeirão e vai até o início da trilha que leva à Naufragados.

Outras exceções são as praias acessíveis apenas por trilhas então é preciso consultar ônibus com paradas próximas como Praia da Lagoinha do Leste, do Matadeiro, Naufragados, Gravatá, Galheta…. Mas esses detalhes ficam para outra publicação.

 

6.  Madrugadão!

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Aquela linha que você sai amigo do cobrador

Digamos que você se perdeu nas contas sobre o quanto ia gastar na balada e viu que ia precisar voltar de ônibus às 3h da manhã. Pois bem, Floripa não tem as melhores festas à toa né? Com as linhas Madrugadão você pode voltar daquela baladinha top e só publicar selfie da parte que estava dentro do beach club!

As linhas começam a circular à meia noite e param por volta das 5h30. Existem as linhas Madrugadão Norte (que sai do TICEN e vai até o Santinho e volta), Madrugadão Leste (que vai até a Barra da Lagoa), Madrugadão Centro (que vai até a UFSC), Madrugadão Sul (chega até o Pântano do Sul) e o Madrugadão Norte (que dá uma volta na parte continental de Floripa como Coqueiros e Itaguaçu – nada muito turístico). Essas linhas salvam vidas!

 

Dica extra: Baixe aplicativos!

Eles vão te ajudar a saber que horas os ônibus passam, saber qual linha passa por onde e alguns deles funcionam até off-line!

Busmap – é o único que tenho baixado porque os dados podem ser acessados off line

Floripa no Ponto – é o aplicativo do Consórcio Fênix e considerado o oficial, a vantagem é informar com precisão o horário que o ônibus vai passar, por isso precisa estar online.

Moovit – usei ele mais em outras cidades do que em Floripa, mas é um ótimo app. É bom explorá-lo e não confiar totalmente porque às vezes ele indica uns caminhos não tão inteligentes – apesar de ter sua lógica.

Na internet você pode consultar o site do Consórcio Fênix, que apresenta os horários das linhas de ônibus de toda Florianópolis.

Em todos os casos o conselho máximo é: pergunte para um motorista ou cobrador que, geralmente, são solícitos!


No mais, saiba que você perderá algumas horas em engarrafamentos dependendo do horário que pegar o ônibus e da época do ano que está em Florianópolis. Conheço pessoas que passaram a virada de ano no engarrafamento e eu já demorei mais de 5 horas voltando da praia para casa (num trajeto de 31 km).

Por isso, planeje para ir à praia bem cedo e sempre ande sempre com uma garrafa d’água, uma fruta, fone de ouvido, bateria portátil e filmes baixados na Netflix. Vai por mim, você vai precisar.

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Crédito: Marjorie Basso

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O dia em que eu deitei no balcão do tráfico num cartão postal de Florianópolis

Se houvesse um Mc Donalds na praia eu estaria deitada entre os atendentes e a máquina de suco. Era bem o lugar onde deitamos na praia dos ingleses: entre a(s) mercadoria(s) ilegal(is) e dois guarda-sóis que abrigavam cinco amigos. Só que não.
Depois de conseguir sentar nas cangas é que percebi que eles não eram só homens estranhos (afinal todos eles são), e não eram apenas caras barra pesada que estavam encarando um lindo casal de meninas. Eram comerciantes de droga olhando incrédulos para duas idiotas que sentaram ao lado da mercadoria ilegal que eles estavam vendendo, seja lá o que aquilo fosse e não consegui identificar.
mapa do tráfico .jpg

Estávamos literalmente entre o vendedor e as mercadorias

Não descobrimos o que era, mas o negócio fazia sucesso. A clientela era variada e fidelizada. Pareciam habitués.
Uma delas me encarou, era uma senhora do alto dos seus mais de 40 anos . No seu rosto um misto de desconcerto e ousadia porque ainda sustentava um olhar altivo. Me encarou e guardou não sabe se lá um o que na pochete e foi andando como quem apenas foi caminhar na areia.
praia dos ingleses

O escritório deles é na praia e a gente estava melando o negócio

 

Era uma quarta-feira de sol e muito vento e, pelo menos eu, me sentia privilegiada de estar na praia por volta das 15h, em Florianópolis. Confesso que tive um lapso de inveja dos trabalhadores mais informais que eu, cantarolei baixinho: Meu escritório é na praia.

As figurantes metralhadas

Apesar de ninguém mexer conosco, eu estava com medo por causa de todas as mortes que tem acontecido em Florianópolis ligadas ao tráfico (até dia 13 de dezembro foram 164 mortes violentas registradas, quase o dobro de 2016), entre disputas por território e dívidas. Então, com aquele comércio lucrativo mostrando que certas mercadorias não precisam de marketing, eu esperava a qualquer momento que uma facção rival ou um inadimplente surgisse e começasse uma troca de tiros, bem Tarantino.
E nessa cena nós seríamos aquelas figurantes que só servem para fazer volume (e ainda ser relacionadas ao tráfico de drogas no noticiário medíocre local). A gente só queria deitar num lugar maneiro com uma sombra.

Análises socioeconômicas num dia de praia

E como tudo é questão de prioridade, preferimos arriscar o pescoço por uma sombra. O rolê que era para ser uma tarde de praia virou uma análise da estrutura do comércio ilegal de qualquer coisa. Certo, o escritório deles é na praia, mas a e a aposentadoria desses vendedores? Como fica o desmonte trabalhista para eles?
Em tempos neoliberais acredito que podem ser adeptos da aposentadoria privada, afinal os bancos precisam sempre aumentar o número de clientes e este é um público que só tende a crescer. Sem citar a forcinha dos advogados para aquele corre com a papelada, isso rende honorários. 😎
Seja lá o que vendiam, o negócio não parecia que estava acontecendo no mesmo país que apresenta 39,5% de inadimplência. Dava um case de sucesso!
No fim, não descobrimos o que estava sendo vendido, mas estou satisfeita só de sair de lá viva. Quando vier à Florianópolis seja mais esperto e dê uma olhadinha onde escolhe ficar, você pode estar tomando sol ao lado (ou dentro) de uma franquia de entorpecentes.

11 coisas que aprendi criando plantinhas

Ganhei um manjericão e um tomilho do André, o “jardim” que ele tinha na outra casa me dava orgulho e a ideia de poder criar comida em potes de terra mexia comigo (!).

A verdade é que não comecei muito bem, o manjericão tava sempre amarelado, meio capenga, e o tomilho que exibia lindas tranças parecia mais uma avenca do que tomilho mesmo, porque no dia que o transplantei fiz isso de modo muito desajeitado e deixei as raízes na diagonal e não na vertical (a planta está completamente torta no vaso).

Mas aí um belo dia (era belo mesmo, solzão e ventão) a Mar resolveu plantar as raízes das cebolinhas. Nem a gente acreditava que daria tão certo. Em duas semanas, lá estavam elas: lindas. cebolosas. verdinhas. A partir daí, entrei numa nova fase da relação com as plantinhas!

E eis o que aprendi com elas:

  1. Virei uma pessoa que remexe no lixo orgânico ou reciclável fala “Não podemos jogar esta preciosidade fora!”

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2. Entendi porque minha mãe fala com as plantinhas

3. Entendi porque minha vó fica toda exibida querendo mostrar as plantas dela

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Vivo publicando no stories

4.Descobri que algumas plantas bebem água por baixo (“regando” o pratinho)

5.Fiquei sabendo que existia grupos de plantas e hortas no Facebook

6. Nesses grupos basicamente existem dois tipos de publicações: 1) Alguém mostrando como a plantas delas tá bonita/feia e 2) As pessoas perguntando que planta é aquela que tá crescendo na horta delas!

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7. Aprendi que as plantas tem um tempo diferente do nosso (e isso me ajudou com a ansiedade)

8. Depois passei a reparar que as plantas também têm tempos diferentes entre si

9. Passei a gostar de crianças porque se elas estão com problemas elas choram e avisam o que tá acontecendo de errado (dia desses eu perguntei pro manjericão o que estava fazendo de errado com ele)

10. Aquela frase de mãe “Eles crescem rápido” passou a fazer sentido

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Coentros crescendo rápido demais

11. Não parece ser muito importante a posição que você deixa a terra no tomilho. (acho que não vale para outras plantas) 

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O importante é que ele é delicioso!

155 de golpembro de 2016 (o ano que não acabou)

Sabe o que não entendo? Continuam cobrando, e aumentando, impostos e porque os governos estaduais em austeridade por que? Empregado ou desempregado, quem respira nesse país tem que pagar imposto.

Agora a festa é de quem tem o poder da canetada, ser funcionário público já foi sinônimo de um emprego importante, hoje eles estão comendo o pão que o Michel amassou.

O Celso Ramos tá em colapso. Já passei 5 horas na fila do HU para ser atendida na emergência. Em Goiás os professores não sabem quando, nem quanto vão receber, a segurança pública nem precisa falar né? Se fosse possível terceirizar juízes e vereadores/deputados será que a saúde, a educação e a segurança pública estariam pagando o pato que pagam hoje?

Sério, não entendo mesmo, algum economista?

[das conversas tristes e cheias de indignação que eu e minha mãe temos eventualmente]

Um blog não é um blog se…

Então é Natal e o que você fez? Abandonei meu blog!

Bom, o que é mais comum que uma jornalista com um blog?  Claro que é um blog abandonado!

Mas é hora de fazer um post para dar aquela reativada – e parar de receber notificações do WordPress dizendo que já faz não sei quantos meses que não publico algo novo. Como se fosse preciso uma máquina me lembrar que sou procrastinadora!

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Como tudo na vida tem um motivo, tá tudo conectado, com fatores anteriores e posteriores, acho que vale a pena elencar as principais razões de ficar tanto tempo sem publicar no Jabuticário.

Top 3 Desesperos de 2016

Se puder existir justificativas para deixar esse projeto lindo em stand-by então eu tenho algumas. Podem não convencer muita gente, mas para deixar minha consciência tranquila vou resumir com muito amor no Top 3 de desesperos de 2016:

♥ Inicialmente sumi porque comecei a estudar para a prova de mestrado e acho que valeu a pena porque…

♥ Passei na prova – agora sou uma mestranda! – e isso meio que reduz o tempo para escrever aleatoriedades

♥ O golpe que estamos vivendo no Brasil me deixou realmente muito muito muito triste, então ultimamente não tenho escrito nada, nem mesmo para o mestrado, rs. Por sinal a única coisa que me faz escrever é o Diarinho do Golpe, onde estou registrando todos os retrocessos que estamos passando oficialmente desde 31 de agosto de 2016.

2016 nem foi tão ruim assim – mas só para mim

Ok, numa perspectiva pessoal 2016 foi até um ano bacana:

Elias, o sobrinho, nasceu. Consegui romper com o paradigma que nunca mais namoraria na vida. Comecei a decorar minha casa (e fiquei realmente orgulhosa e feliz de pintar caixas e fazer meu quadro negro). No mestrado até estou enturmando com o pessoal – coisa que nunca fiz desde a Pré-Escola.

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Podemos estar na merda, mas continuamos dançando!

2016 foi péssimo

Mas como o mundo vai muito além das minhas conquistas interpessoais, dá para afirmar com toda a certeza que esse foi um ano péssimo. Longe de querer fazer uma retrospectiva, (mesmo porquê não quero chorar em cima do teclado) é só pensar na política nacional para ver que nada anda bem.

A falta de diálogo entre população e políticos agora é uma realidade entre as pessoas, o mundo parece que dividiu entre preto ou branco, A ou Z, gay ou hétero, etc. e esqueceram que existe uma infinidade de possibilidades no meio do caminho. E neste contexto é difícil conversar, difícil ler, difícil escrever.

Então, apesar de agora estar na pós-graduação, tenho a impressão de que é o ano que menos li e escrevi, por isso o blog está abandonado. A fanpage do Cantos de Goiás também não é tão movimentada quanto antes. Meus trabalhos acadêmicos estão em cima da deadline

O mundo tá louco e as pessoas estão doentes. Ou o mundo tá doente e as pessoas então ficando loucas?

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Eu sou o menino e 2016 é a rampa

Não sei se a ordem dos fatores altera o resultado. O fato é que esse aninho sem vergonha tem certa participação no abandono do blog. O que não quero para 2017, em que tentarei estar mais presente (isso já é uma promessa de ano novo?).

De todo modo, continuo twittando com frequência e às vezes publico no Facebook.

Blog atualizado agora é hora de comprar uvas-passas para o arroz!

E só para não deixar passar batido: #ForaTemer 😉