Flor de Lótus

Acho que pra começar esse espaço seria interessante um post para me apresentar, para lhes mostrar como eu me vejo hoje, já que cotidianamente estamos nos transformando. Para criar uma identidade comum… a de ser humano!!!

Gosto da metáfora da flor de Lótus, pois hoje, acho que tive um processo similar. Algo bom e belo cresceu em meio à lama da vida. Uma reflexão no mínimo esclarecedora para mim… Mais uma de muitas que possam (e que são de fato desejadas) pousar na cabeça deste Zé Ninguém que vos fala!!!lotus

Hoje aprendi um pouco mais sobre a ontologia (formas de ser e estar) do ser humano e a essencial necessidade em socializar, discutir e progredir em nossas reflexões e conhecimentos. Hoje descobri um pouco mais sobre minha própria essência dentro da complexidade que é essa realidade!!! A designação Marxista; Flekiano; Materialista; Lukasiano; Darwinista; Humanista ; Realista crítico; Baktiniano e Freireano são apenas nomes, idéias e concepções acerca de uma tentativa de explicitar e socializar uma concepção específica de compreender, mesmo que ineficientemente, o real e o Ser humano em suas interações e suas implicações.

Tais designações são justas homenagens aos sujeit@s que primeiro ousaram em expressar sua visão de mundo!!! Entretanto, como todo ser humano, também sou ineficiente em entender o mundo em sua plenitude e apesar de me identificar com algumas destas compressões, elas não devem planificar minha existência. Não me considero plenamente nenhuma delas, pois não há como toda a minha complexidade ontológica humana, ou de qualquer outra pessoa ser freireana, ou baktiniana, ou mesmo marxista, pois tais idéias surgiram em contextos culturais históricos e sociais bem distintos dos meus. O que posso dizer então é que ha uma proximidade retroalimentada por tais intelectuais, seus pensamentos e ações às minhas visões e atividades no mundo.

Apesar de, a pelo menos seis anos, estar, mesmo que com múltiplas dificuldades estar estudando o pensamento do educador brasileiro Paulo Freire, me sinto obrigado a declinar ao título de Freireano, pois somente Freire seria capaz de compreender a totalidade de seu pensamento. O que posso humildemente é relacionar e objetivar a minha compreensão pedagógica inspirado em sua contribuição. Sim, não sou Fleckiano, minha concepção epistemológica é que se vê espelhada em direção às diretrizes sociológicas da produção do conhecimento como Fleck descreve. Não sou Lukasiano nem Marxista é minha concepção Ontológica, Ética e Econômica que me aproxima dessas ideologias.

Em suma, não sou nada, mas não um nada passivo e isento de intencionalidade, pois sou uma somatória de tudo e todos que me relacionei e que ativamente vivenciei. Sou a permanente síntese do acesso que tenho do mundo, como uma unidade em muitos. Uma flor com suas pétalas, que ao se abrirem mais e mais refletem a beleza do desabrochar em meio a um mundo de lama. Enfim, um Zé ninguém que com a ajuda de todo mundo, é capazes de se superar e criar instrumentos para objetivar, através da práxis,  o seu devir.

Assim, somos um nada cheio de tudo, e este tudo nos implica uma posição que mais cedo ou mais tarde nos impõem uma forma de relação com o mundo. É na análise desta ação orientada por uma forma de pensar quimérica, que nós podemos dizer quem nós realmente somos, para quem sabe, ao analisar as contradições desta ação, possamos um dia criarmos a possibilidade de florescermos em “Ser mais”.

Saiba mais sobre o André aqui.

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