Babolat

Entrou na quadra, olhou como sempre para tudo ao redor. Sorriso torto e sem graça para a adversária. Falava meio entre os dentes, não sabia exatamente como fazer aquilo tudo de socialização. Queria , por Deus, pular aquela parte e ir direto para qual perdia. Mas para chegar na parte em qual perdia primeiro ela teria que perder. Não que não gostasse de perder, é que perder demorava. Demorava ainda mais porque, no fundo, queria ganhar.

Podia ser pessimista ou realista, mas sabia que no fim não ganharia. Talvez por não se empenhar o bastante – ou só porque era ruim mesmo.

No fim, depois de uma coxinha com coca-cola, estava tudo bem.


Recuperado e adaptado de um blog quando tinha uns 16 anos (que tem textos muito melhores do que tenho publicado aqui).

tênis raquete infância

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