Todos somos Malfatti (ou um título melhor)

Li uma dessas listas do BuzzFeed que ressalta brasileiras importantes, mas um nome poderia ser acrescentado para a arte brasileira é a Anita Malfatti.

Muito mais muito mais mesmo, do que a Tarsila, uma grande artista, (que inclusive era amiga de Tarsila), é a MARAVILHOSA Anita Malfatti, essa mulher foi quem trouxe a Arte Moderna para o Brasil, após estudar com grandes nomes da arte na Europa. Quando ela voltou, trazendo as pinturas modernas, ela foi esculachada pelo Monteiro Lobato (que deixou ela traumatizada pelo resto da vida). Além do mais ela tem uma produção artística, ao meu ver muito mais interessante e complexa do que a da Tarsila, só que ela acabou ficando mais conhecida.

O Monteiro foi um puta cuzão com ela mesmo, como na época a arte aqui no Brasil ainda era a acadêmica, e ela trouxe da Europa o que estava acontecendo por la, aconteceu um “choque”. Mas isso reforça o valor que ela tem, ela que começou a ruptura da arte tradicional no Brasil, e partir dela é que os artistas começaram a despirocar e plasticamente foi um dos fatores pra semana de 22 ter sido o marco da arte moderna no Brasil. A Anita ficou tão traumatizada que nunca voltou a produzir a mesma arte depois desse comentário bosta. Pra vc ter uma noção esse comentario fez o povo devolver os quadros que haviam comprado dela. Apesar de anos mais tarde o Monteiro ter pedido desculpas pra ela, ela nunca voltou a ser a mesma.
Eu também acho super brochante pessoas que são lembradas pelo seu legado cultural terem esse lado podre, dá um puta desgosto e a admiração morre, é muito decepcionante, mas que bom que a gente tem noção pra ver o lado bom e o escroto das coisas, assim a gente pode refinar nossos caminhos, buscando, incentivando ou produzindo coisas mais justas.

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Cores e seus significados em outras culturas

Seja na cultura ocidental ou em outras culturas, as cores desempenham um papel fundamental na construção sócio-cultural das pessoas. A simbologia das cores está sempre presente em nossas vidas, já parou para pensar?

Na publicidade, na moda, na decoração de ambientes;  de fato as cores tem uma influencia psicológica sobre nós – claro que de acordo com cada cultura, esta influencia se modifica – mas o poder dela em nos transmitir determinadas sensações se mostra claramente, quando nos sentimos mais agitados em um ambiente com cores quentes, e mais tranquilos em um ambiente com cores frias. Continuar lendo

Camelo Peixoto

Busquei o chão mas lá não estava, em vão tentei encontrar a água, desesperada busquei as correntes mas só encontrei barbatanas, histérico procurei as guelras, porém me deparei com aros e pedais, e atônito afundei o guidom entre as nadadeiras. Nos primeiros dias essa nova forma de existência designada a mim era perturbadora, afinal nunca fui um peixe e menos ainda uma bicicleta, apesar de estranhamente ter o instinto de ambos. Para um singelo pensamento, cresci e me materializei rápido, por um lado isso é até interessante, mas por outro é complexo. Ser constantemente bombardeado por tantas interpretações e significações, desnorteia meus próprios conceitos, tornando-os muito aquém da minha existência  e muito além da minha consciência.

Em anos de deriva cognitiva, e fluxos mentais intensos – meus e nossos – nunca considerei evidenciar minha existência, afinal  um objeto que surge de repente revelando seu drama existencial certamente causaria um rebuliço no mundo não só das artes, e a se a minha vida já é bastante questionável, imagina para os humanos que apreciam a arte de complicar as coisas. Contudo, redijo este ensaio na esperança que eu entenda melhor, porque eu busco entender a mim mesmo.

De qualquer forma, sou Camelo Peixoto ou meramente “Sem Título” assim como O artista, me intitulou, devo à ele gratidão de ter concebido o pensamento que ascendeu minha existência. Não tardou a me tornar algo à parte dele, tal como dizem “A obra se torna maior do que o autor” e certamente sou mesmo, não é por falta de modéstia, mas pela quantidade – e as vezes qualidade – de atribuições relacionadas a mim. Gosto de algumas, por exemplo teve uma vez que um curador alemão me descreveu como “a subversão do capitalismo na pós-contemporaneidade”,  mesmo que eu não tenha entendido muito bem o que era isso, essa interpretação se consolidou, e muitas pessoas me usam como ícone de contra cultura.  Outrora porém, me condenam uma poética chula e ordinária, presa aos hábitos estéticos disto ou daquilo.

Pessoas e significados vem e vão, minha aparente inexistência de nexo visual e conceitual alimenta meu crescimento, hoje em dia já não entro mais no museu, me estirei pelas ruas,  sou motivo de discussões acaloradas em mesas redondas, sou  ignorado por uns, e fundamental para outros, os livros de história da arte me pontuam como um grande marco da arte pós-pós.

 Se não fosse por tantos retalhos de significados, certamente minha consciência não teria autonomia suficiente para refletir sobre isso, pois no fim das contas como todos os outros, que buscam um sentido para a existência e a expansão da consciência, fluo como um grande cardume de significados que me constituem, em movimentos cíclicos que me impulsionam para uma autonomia individual.

9 Animais fofinhos que você vai querer esmagar na sua cara.

giphy 1 – Seria uma heresia fazermos esta lista sem os gatos, porque mesmo eles sendo psicopatinhas à espreita, eles continuam fofos o suficiente para me fazer sofrer para escolher um único(!) gif para representa-los.

giphygua 2- Além do nome bem camarada, os guaxinins são fofos porque são praticamente gatos com mãos. Sempre sorrateiros, tentando roubar a ração de algum gato ou cachorro desavisado, tirando que essa barriguinha gorda deve ser um ótimo travesseiro.

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