12 lançamentos Goianos de 2015

Com a chegada de dezembro nosso olhar se volta para o ano que está quase acabando para ver o que 2015 trouxe de bom. E a cena musical goiana (ela existe?), apesar de perder edições de festivais importantes como o Canto da Primavera e o Goiânia Canto de Ouro, contou com vários lançamentos de álbuns e com a visibilidade nacional! Confira os 12 álbuns organizados mais ou menos em ordem cronológica de lançamento:

1. No time dos cantores MPG ~dazantiga~  Tom Chris lançou em maio seu quarto álbum: QUANDO QUISER ME OUVIR

 

2. LORDE PACAL, álbum de estreia do Peixefante, chegou em junho para entrar no rol da psicodelia goiana

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Anuviada

Para quem nasceu na secura de Goiás é meio escorregadio se adaptar à elevada umidade do ar catarinense, mas como sou torta na vida – tal qual as árvores de galhos tortos e raízes profundas (para buscar água lá no fundo da terra) do cerrado goiano – cá estou: molhadinha, andando entre a água.
De água sempre gostei, por mais que a hora do banho formal, aquele com sabonete e kwell, fosse sempre um drama. Mas de água sempre gostei, por mais que custasse um castigo por tomar banho de chuva ou por ir pro rio sozinha (mas a Manuela foi junto, alegava e me só me incriminava mais), ou por entrar em mar bravo, ou por me molhar com uma garrafinha d’água (!) mais do que devia após uma partida de tênis, ou  por deixar a mangueira ligada para encharcar o quintal… Bom, deu para entender, sim? De água sempre gostei.

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9 coisas cotidianamente complicadas para uma canhota na vida

Ser canhota ou canhoto, às vezes,  quer dizer que você terá de se adaptar à sociedade opressora destra. É difícil perceber, mas a vida ~de direita~ está nos mínimos detalhes – desde usar uma caneta até atirar com um fuzil (!) – impondo o modo de vida de aproximadamente 90% da população mundial para o restante dos humanos que tem facilidade e usa predominantemente partes direitas do corpo.

Ou seja: no fim todo canhoto é um pouco ambidestro e talvez por isso temos a fama de inteligentes (ou de disléxicos e esquizofrênicos). Duvida? Então sente o drama desta ~série fotográfica~ que fiz mostrando situações do meu dia-a-dia como uma canhota na vida no terrível mundo direito.

Você acorda pela manhã e já se decepciona com as…

1. CANECAS LEGAIS – os desenhos nunca são feitos para canhotos (e nos bistrôs sempre servem a xícara  com a ‘asa’ voltada pra mão direita!)

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4 músicas para ouvir enquanto a encomenda não chega

Estou esperando um pacote ser entregue, já há alguns dias, e a loja não me enviou o número de rastreio. Fiquei desesperada! Em que ano estamos para não haver número de rastreio na encomenda? 2005?!

Para distrair resolvi ouvir algumas músicas para enganar a aflição e chorar sem saber onde meu pacote está, mas a verdade é: queria estar morta!

1.  Lana Del Rey – Dark Paradise

all my friends tell me I should move on” esquece esse pacote miga, vai chegar não.

Depois de querer estar morta fiz meus corre e descobri uma forma de rastrear a encomenda através da transportadora. Eis que descubro que o pacote está há 4 dias (!!) em uma cidade vizinha e não sai para entrega.

2. Adele – Hometown Glory

round my hometown” fica só rondando a cidade mas não chega ao destino final

Aí já me alegrei um pouquinho, descobri que o pacote não ficará 2 meses em Curitiba junto com outras encomendas do AliExpress e já comecei a cantar um Gonzaguinha para mostrar como eu queria que o pacote chegasse.

3. Gonzaguinha – Eu apenas queria que você soubesse

eu apenas queria que você soubesse” ou chegasse logo 😦

Até o momento que este post foi publicado a encomenda ainda não havia chegado, mas sei que quando chegar vou sorrir, abraçar, cantar juntinho ♥

4. Luiza Possi – O Portão

“eu cheguei em frente ao portão, meu cachorro me sorriu latindo”. eu, quando a encomenda chegar

Espero não precisar fazer devolução do produto!

O jornalismo e as p(a)utas

Mais uma mulher vítima de machismo por um profissional que, idealmente, deveria buscar a isenção e a objetividade. Mais uma mulher julgada por suas decisões. Mais uma mulher julgada por um jornalista.

A sorte de Andressa Urach é ser reconhecida nacionalmente, mas a pergunta é: até quando os jornalistas do alto de sua bancada continuarão julgando mulheres, travestis, violentadas sexualmente ou não?

O episódio aconteceu em Florianópolis, no Jornal do Meio Dia, onde Hélio Costa, que já tem um histórico comprometedor com o jornalismo sensacionalista, respondeu uma pergunta que não era dirigida para ele e achou que poderia meter o bedelho na vida de Andressa Urach, que assumidamente diz ter sido prostituta. Comparando Urach com sua mãe, o apresentador só maquiou seu machismo, tentou fundamentar seu julgamento, julgamento que como jornalista ele não deveria fazer.

A prática é comum, vem com a máscara de jornalismo opinativo, mas geralmente é feita sem a presença do “acusado”, que, se quiser se defender, precisa entrar na justiça pedindo direito de resposta. Desta vez, Hélio Costa teve a infelicidade de atacar não apenas uma famosa frente a frente, mas mais do que isso ele atacou uma mulher. E machismo no jornalismo… não dá para tolerar.

Sobre pauta e putas

Não acompanho a carreira de Urach e pouco sei sobre ela, mas como jornalista não cabe a mim dizer que suas decisões estão certas ou erradas. Se o tema da entrevista é o lançamento de um livro que trata sobre a vida dela, é preciso se ater a isso. Independente se ela escreve bem ou mal – ele teria lido o livro? – se está vinculado a uma estratégia de marketing ou se ela dançou na boquinha da garrafa. A pauta não era sobre o que ela fez da vida, a pauta era sobre o livro que ela lançaria em Florianópolis. Simples, não? Parece que não.

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