4 músicas para ouvir enquanto a encomenda não chega

Estou esperando um pacote ser entregue, já há alguns dias, e a loja não me enviou o número de rastreio. Fiquei desesperada! Em que ano estamos para não haver número de rastreio na encomenda? 2005?!

Para distrair resolvi ouvir algumas músicas para enganar a aflição e chorar sem saber onde meu pacote está, mas a verdade é: queria estar morta!

1.  Lana Del Rey – Dark Paradise

all my friends tell me I should move on” esquece esse pacote miga, vai chegar não.

Depois de querer estar morta fiz meus corre e descobri uma forma de rastrear a encomenda através da transportadora. Eis que descubro que o pacote está há 4 dias (!!) em uma cidade vizinha e não sai para entrega.

2. Adele – Hometown Glory

round my hometown” fica só rondando a cidade mas não chega ao destino final

Aí já me alegrei um pouquinho, descobri que o pacote não ficará 2 meses em Curitiba junto com outras encomendas do AliExpress e já comecei a cantar um Gonzaguinha para mostrar como eu queria que o pacote chegasse.

3. Gonzaguinha – Eu apenas queria que você soubesse

eu apenas queria que você soubesse” ou chegasse logo 😦

Até o momento que este post foi publicado a encomenda ainda não havia chegado, mas sei que quando chegar vou sorrir, abraçar, cantar juntinho ♥

4. Luiza Possi – O Portão

“eu cheguei em frente ao portão, meu cachorro me sorriu latindo”. eu, quando a encomenda chegar

Espero não precisar fazer devolução do produto!

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O jornalismo e as p(a)utas

Mais uma mulher vítima de machismo por um profissional que, idealmente, deveria buscar a isenção e a objetividade. Mais uma mulher julgada por suas decisões. Mais uma mulher julgada por um jornalista.

A sorte de Andressa Urach é ser reconhecida nacionalmente, mas a pergunta é: até quando os jornalistas do alto de sua bancada continuarão julgando mulheres, travestis, violentadas sexualmente ou não?

O episódio aconteceu em Florianópolis, no Jornal do Meio Dia, onde Hélio Costa, que já tem um histórico comprometedor com o jornalismo sensacionalista, respondeu uma pergunta que não era dirigida para ele e achou que poderia meter o bedelho na vida de Andressa Urach, que assumidamente diz ter sido prostituta. Comparando Urach com sua mãe, o apresentador só maquiou seu machismo, tentou fundamentar seu julgamento, julgamento que como jornalista ele não deveria fazer.

A prática é comum, vem com a máscara de jornalismo opinativo, mas geralmente é feita sem a presença do “acusado”, que, se quiser se defender, precisa entrar na justiça pedindo direito de resposta. Desta vez, Hélio Costa teve a infelicidade de atacar não apenas uma famosa frente a frente, mas mais do que isso ele atacou uma mulher. E machismo no jornalismo… não dá para tolerar.

Sobre pauta e putas

Não acompanho a carreira de Urach e pouco sei sobre ela, mas como jornalista não cabe a mim dizer que suas decisões estão certas ou erradas. Se o tema da entrevista é o lançamento de um livro que trata sobre a vida dela, é preciso se ater a isso. Independente se ela escreve bem ou mal – ele teria lido o livro? – se está vinculado a uma estratégia de marketing ou se ela dançou na boquinha da garrafa. A pauta não era sobre o que ela fez da vida, a pauta era sobre o livro que ela lançaria em Florianópolis. Simples, não? Parece que não.

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Not, sir

Não é ridículo que a Inglaterra, talvez a nação que, ao se lançar ao mar, mais invadiu, matou e explorou povos pelos quatro cantos do planeta (sem falar na cagação de regra pra cu/país alheio), não é ridículo que a terra da Rainha-omissa seja a mais veemente em dar um belo e sonoro “No, sir” para pessoas que se lançam ao mar não por opção, mas pela indiferença entre morrer no mar ou morrer de fome?
Enquanto isso o bebê real passa bem em seu castelo de verão. Na Austrália.

Originalmente publicado no Facebook. 

Titri

Faz frio, estou no Ti.. Ti… Como é mesmo o nome?  Titri. Que palavra estranha à boca. Parece agosto. 9 de agosto. 9 graus de agosto. Avanço um ano. Estamos em julho. 9 graus de julho. Felizes. Como pinto no lixo. Vivendo de beijo na boca. Abrigo bege e cafona. Abrigando uma pessoa bege e cafona, e ainda assim feliz. Como um pinto no ônibus.

E no inverno o calor parecia que nunca ia acabar. No verão a temporada de chuva durou mais tempo que a superfície árida estava acostumada a suportar.

O ônibus chegou. Vou embarcar.

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Tirando as teias de aranha

Na narrativa mais blogueira possível começo esse post dizendo “Oi, que saudades!” Eu fiquei duas semanas sem atualizar o Jabu (a não ser pelo vídeo que fiz com as freiras) porque estava resolvendo alguns problemas que adultos inventam para si – e aproveitei para dar um pulinho ali no Rio Grande (que você pode ver abaixo) – mas agora que eles estão parcialmente resolvidos é hora de volver. E volver com novidades!

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