Babolat

Entrou na quadra, olhou como sempre para tudo ao redor. Sorriso torto e sem graça para a adversária. Falava meio entre os dentes, não sabia exatamente como fazer aquilo tudo de socialização. Queria , por Deus, pular aquela parte e ir direto para qual perdia. Mas para chegar na parte em qual perdia primeiro ela teria que perder. Não que não gostasse de perder, é que perder demorava. Demorava ainda mais porque, no fundo, queria ganhar.

Podia ser pessimista ou realista, mas sabia que no fim não ganharia. Talvez por não se empenhar o bastante – ou só porque era ruim mesmo.

No fim, depois de uma coxinha com coca-cola, estava tudo bem.


Recuperado e adaptado de um blog quando tinha uns 16 anos (que tem textos muito melhores do que tenho publicado aqui).

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Unidas do guarda-chuva

Era para ser só mais um  carnaval comum.

– Precisamos fazer uma crônica sobre esta tragédia.

– Uma não, duas.

– Fechado!


Até a quarta-feira que antecedeu o final de semana de carnaval tudo era sol e calor. Só até às 17h57 minutos de quarta-feira. A expectativa em torno do carnaval que se aproximava foi tão grande quanto a chuva que anunciou: este carnaval não será fácil. Continuar lendo