12 lançamentos Goianos de 2015

Com a chegada de dezembro nosso olhar se volta para o ano que está quase acabando para ver o que 2015 trouxe de bom. E a cena musical goiana (ela existe?), apesar de perder edições de festivais importantes como o Canto da Primavera e o Goiânia Canto de Ouro, contou com vários lançamentos de álbuns e com a visibilidade nacional! Confira os 12 álbuns organizados mais ou menos em ordem cronológica de lançamento:

1. No time dos cantores MPG ~dazantiga~  Tom Chris lançou em maio seu quarto álbum: QUANDO QUISER ME OUVIR

 

2. LORDE PACAL, álbum de estreia do Peixefante, chegou em junho para entrar no rol da psicodelia goiana

Continuar lendo

Cantos de Goiás: 13 músicas para aflorar seu lado goiano

Morar em Goiás é uma experiência singular: nós não temos mar, mas o céu é bonito para velejar. O sol daqui é de fazer o sonho ferventar. Goiânia, ~reconhecida~ por ser a cidade que mais exporta sertanejo-industrializado, na verdade tem toda variedade de som: desde o rap que visibiliza as dificuldades de morar numa capital, até o som pesado que ecoam nos festivais de rock. Sempre marcado, é claro, pelas cordas de violas e violões, da música caipira e popular goiana. Independente da vertente musical a certeza é que ser goiano tá no sotaque, na pele queimada do sol, no coração e na música!

O Cantos de Goiás na infindável curiosidade de descobrir a música goiana se une com o #Toc para mostrar o que Goiás tem de bom. Iniciando de leve, vamos aflorar nosso lado goiano, e temos percebido: não precisa nascer em Goiás para se deixar atravessar por sua música 😉 Para começar um versim de Cora. Bora lá?

Meti o peito em Goiás e canto como ninguém. Canto as pedras, canto as águas, as lavadeiras, também.

Continuar lendo

Só mais um Zé?

José Ribamar e a esposa estavam frequentando, por uns dez dias, aulas do ensino básico para fazer a Prova de Reclassificação, uma espécie de nivelamento que define qual série o estudante deve retomar ao voltar estudar, na escola eram simples e bem humorados. No dia da prova sua esposa foi à escola avisar que eles não fariam a prova porque José havia sofrido um ataque, foi encontrado ferido dentro do porta mala de um carro. Os jornais de Goiânia noticiaram que José era um morador de rua, não deram detalhes do que, ou como, aconteceu com ele. José virou um número, sujeito desumanizado, é essa objetividade que o jornalismo quer?

Quem é (ou era? não sabemos se ele morreu) José? Era um morador de rua? Era um cara que queria estudar? Era um bandido querendo se infiltrar na escola? A dúvida até hoje paira o Boné, quem é José? Só mais um Zé?

Apesar da música do Biquini Cavadão encaixar melhor nesta situação, escolhi esse Zé, do Chá de Gim, para ser trilha sonora dessa reflexão que nossa Goiânia desumana nos desperta. “É o Brasil caminhando para ser sepultado” 

[canhotice publicada originalmente no Facebook e copiada para cá para fins documentais]